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Sites falsos da Leroy Merlin roubam dados via Pix e cartão

Golpe clona a loja da Leroy Merlin e coleta dados pessoais e do cartão na hora do pagamento. Veja como identificar o site falso e se proteger.

Por Bruno Piristrello 4 min de leitura

Identificamos páginas falsas que copiam a loja online da Leroy Merlin e estão sendo usadas por criminosos para roubar dados de clientes. As páginas reproduzem o layout oficial da rede de materiais de construção e decoração e induzem vítimas a preencherem informações pessoais e financeiras durante uma simulação de compra.

Geralmente, a estratégia dos cibercriminosos envolve a divulgação desses links por meio de publicações em redes sociais e de ataques de phishing, realizados por e-mail ou SMS, mas também é possível encontrar as páginas por meio de buscadores.

É importante destacar que a Leroy Merlin não tem qualquer responsabilidade sobre esse golpe. Os criminosos utilizam o nome e a identidade visual da marca sem autorização, como isca para ganhar a confiança das vítimas.

Como o golpe funciona

O primeiro site falso reproduz a identidade visual da loja oficial com alto grau de fidelidade, incluindo logotipo, cores e estrutura do layout, dificultando a identificação do golpe à primeira vista.

O segundo site falso segue exatamente a mesma estrutura visual do primeiro, alterando apenas o domínio utilizado. Essa repetição de layout com domínios diferentes é comum em campanhas de phishing, já que permite aos criminosos sustentar o golpe mesmo que um dos endereços seja identificado e removido do ar em poucos dias ou até mesmo horas.

Em ambos os casos, os domínios utilizados imitam o nome da marca original, técnica conhecida como typosquatting. No primeiro site falso, a alteração é sutil: o nome "Leroy Merlin" aparece com a grafia final trocada, terminando em "m" em vez de "n". Como as duas letras têm sonoridade parecida em português, o erro passa despercebido até para quem está atento ao endereço do site.

Outro aspecto que chama a atenção é que, ao simular uma compra no site falso, não é necessário fazer login ou criar uma conta para prosseguir. O usuário escolhe um produto, adiciona ao carrinho e é direcionado diretamente para a etapa de finalização da compra.

Em seguida, o site redireciona o usuário para uma tela que solicita o preenchimento de dados pessoais antes de liberar o pagamento, incluindo nome completo, telefone, endereço e e-mail. Chama atenção o fato de o formulário não solicitar o CPF nessa etapa, o que pode ser uma tentativa de reduzir a desconfiança da vítima, já que a ausência desse dado costuma ser associada erroneamente a formulários "mais seguros".

No entanto, ao optar por Pix, o site exige o CPF da vítima para gerar o QR Code de pagamento, informação que não havia sido solicitada na etapa anterior. Já na opção de cartão de crédito, o formulário pede os dados padrão de qualquer compra online: número completo do cartão, nome impresso, validade e código de segurança (CVV).

Outro elemento que reforça a aparência de legitimidade do site falso é a presença de um canal de suporte. Ao clicar nessa opção, porém, o usuário é redirecionado para os canais oficiais de atendimento da Leroy Merlin. Essa estratégia pode fazer com que a vítima associe o restante do site à confiabilidade dos canais reais da marca, mesmo que a página de compra seja inteiramente falsa.

De acordo com uma consulta via WHOIS, o site falso foi criado em 21 de setembro de 2026, um dia antes desta análise. O dado reforça que se trata de uma campanha recente.

O segundo site também foi criado recentemente, no dia 22 de setembro deste ano.